terça-feira, 20 de abril de 2021

A Paz e os Pacificadores

https://youtu.be/85jawCoacmQ
A Paz e os Pacificadores Em todo o mundo, para todos os homens — cristãos ou não — a paz é vista como um dos valores supremos, dentre os que se deve alcançar. Na tumultuada história do século XX, nenhum outro assunto tem sido objeto das esperanças, sonhos e aspirações dos homens, mais do que a paz. Ela está sempre no pensamento e na conversa de todos. Tem sido o anseio mais profundo de milhões e milhões de pessoas. Nas profundezas da alma humana, ela é o bem mais cobiçado, e, no entanto, quase sempre está ausente. Por quê? Por que a paz é tão ardentemente desejada e tão poucas vezes encontrada? Por que são tão poucos os que encontram os caminhos que levam à paz? Por que aBlblia tem tanta razão quando diz que os homens clamam: “Paz, paz, quando não há paz”? (Jr 6.14;8.11.) A Natureza da Paz A resposta a essa pergunta acha-se, em grande parte, num problema básico do ser humano: o fato de ele não entender perfeitamente o que seja a paz e nem como pode obtê-la. Quando o Senhor Jesus estava entre nós ele deu tanta importância à paz, que disse uma coisa ad- mirável: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5.9.) Portanto, ê perfeitamente correto procurarmos saber o que é realmente paz. Enquanto estivermos laborando numa idéia falsa com relação ao verdadeiro caráter dela, ela nos fugirá às mãos. Primeiramente, paz não é mera passividade. Não ê estagnação. Não é esterilidade, nem uma atitude negativa de não-envolvimento. Para que haja paz, é necessário uma ação enérgica e bem definida por parte do pacificador. O caminho da paz que, segundo a Palavra de Deus, devemos seguir, não se acha juncado de pétalas de rosas. Pelo contrário, é um trilho árduo, que deve ser palmilhado com um coração humilde e espírito submisso, apesar das duras pedras da adversidade. Paz é o amor de Deus, um amor altruísta, dadivo-so, abnegado, desprendido, sacrificial e tranqüilo, a despeito de todos os reveses da vida. E o amor que permanece calmo, forte e firme, apesar de todos os insultos, antagonismos e ódios. Paz é o que resulta de o espírito e alma de uma pessoa estarem tão embebidos da presença de Deus, que ela não se irrita com facilidade. Ela não é uma pessoa susceptível. Não se exaspera. Não fica enraivecida à toa. Seu orgulho não fica ferido por qualquer coisi-nha. Essa pessoa não está sempre com os pelos eriça-dos, como um porco-espinho, com suas defesas alertas em atitude de autoproteção. Na verdade, paz é exatamente o contrário disso. E uma atitude de serenidade, calma e força, uma atitude positiva que responde a um ataque de outrem com bom ânimo, tranqüilidade e grande quietude de espírito. Para vermos e entendermos bem essa qualidade de vida em seu melhor aspecto, temos simplesmente que dar as costas aos que nos cercam e voltar nosso olhar para Cristo... que é Deus, o verdadeiro Deus. O Deus de Toda a Paz O Senhor é chamado de o Deus de toda a paz. Só ele é a fonte e o doador da paz. Só ele pode produzir em nós esta qualidade de vida, atuando diretamente em nossas atitudes e ações. Vemos pela história humana que Deus sempre procura aproximar-se do homem em paz. Ele sempre vem a nós com boa-vontade. Esse fato foi vivenciado na noite do nascimento de Cristo, e expresso na maravilhosa declaração dos anjos: “Paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lc 2.14.] E essa tem sido a atitude generosa, magnânima de Deus ao buscar contato com a humanidade, apesar do ódio mesquinho que o homem revela para com ele e do seu antagonismo às suas demonstrações de boa-vontade. Não importa se o Espírito de Deus está tratando com um homem ou com uma mulher, sua atitude é sempre de paz. Não importa a hediondez do pecado, a ne-gridão da mancha do pecado e a dureza do egoísmo de nossa alma — Cristo sempre nos procura em atitude de paz. Ele sempre tem em mente a nossa redenção e a suprema renovação de nossa vida. O supremo objetivo de seus atos é nosso reingresso na família divina. Ele vem a nós de braços abertos, olhos marejados, que nos fitam com anseio, e seu Espírito transbordando de boa-vontade. “Eis que lhe trarei a ela saúde e cura, e os sararei; e lhes revelarei abundância de paz e segurança. “Restaurarei a sorte de Judá e de Israel, e os edifi-carei como no princípio. “Purificá-los-ei de toda a sua iniqüidade com que pecaram contra mim; e perdoarei todas as suas iniqüi-dades, com que pecaram e transgrediram contra mim. “Jerusalém me servirá por nome, por louvor e glória, entre todas as nações da terra, que ouvirem todo o bem que eu lhe faço; espantar-se-ão e tremerão por causa de todo o bem, e por causa de toda a paz que eu lhe dou.” (Jr 33.6-9.) Esta é a verdadeira natureza e caráter de Deus, revelados em seu trato com os homens, pessoas difíceis e hostis a ele. Jesus, um Homem de Paz Mesmo quando esteve entre nós, ele veio em paz. E foi o impacto dessa paz que tocou e transformou pessoas endurecidas como cobradores de impostos, prostitutas e rudes pescadores. Foi o incrível impacto dessa paz, esse amor em ação, que fez com que Cristo exclamasse, em meio à sua terrível agonia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!” (Lc 23.34.) Ele estava em paz com seus inimigos. 
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